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Alaya
Alaya
é um termo budista; significa a morada, a morada interior, a
vacuidade interior, o céu interior. Desde que o teu ser
íntimo nasceu, não pode morrer;desde que nunca nasceu,
ninguém pode manchá-lo ou obstruí-lo. É imortal! e desde que
o Todo te deu vida, desde que a vida vem do Todo, como pode
a parte melhorá-la? Da fonte tudo provém, deixa que a fonte
forneça - e a fonte é eterna. Tu te postas
desnecessariamente no caminho, tu começas a empurrar o rio
que já está fluindo na direção do mar... ninguém pode
obstruí-la ou manchá-la. Tua pureza interior é absoluta! Não
podes manchá-la. essa é a essência do Tantra.
Todas as
religiões dizem que precisas alcançá-la - Tantra diz que já
alcanças-te. Todas as religiões dizem que tens de trabalhar
duramente para isso - Tantra diz que a estás perdendo por
causa da tua atividade.
Relaxa um pouco e atingirás o inatingível.
Por isso, para o
Tantra, não importam os Karmas, porque nenhum ato teu pode
manchar ou tornar impuro o seu ser interior - Alaya. Essa é
a base do nascimento virginal de Jesus. Não quer dizer que
Maria, a mãe de Jesus, fosse virgem - é uma atitude
tântrica. Em suas viagens pela Índia Jesus encontrou muitos
tântricas - e compreendeu o fato de que "virgindade" não
pode ser destruída, que toda criança nasce de uma virgem. Os
teólogos cristãos afligiram-se muito para provar que Jesus
nascera de uma virgem. Toda criança nasce de uma virgem,
porque a virgindade não pode ser manchada. Como podes
manchar a virgindade? Toma dois seres, marido ou mulher, ou
dois amantes, movendo-se em profundo orgasmo sexual - como
podes manchar com isso a virgindade? O ser interior
permanece como testemunha, não é parte daquilo. Os corpos se
encontram, as mentes se encontram; há um momento beatífico
através disso, mas o ser interior permanece testemunha -
fora daquilo. A virgindade não pode ser manchada. Ainda
assim, no ocidente se preocupam em como provar que Jesus
nasceu de uma virgem.
Eu te digo que nem mesmo uma só criança jamais nasceu de uma
mãe que não fosse virgem.
A cada momento,
faças o que fizeres, tu estás fora daquilo. Ação alguma
deixa cicatrizes em ti, não pode deixar. E, desde que
relaxes e compreendas isso, não te preocuparás sobre o que
fazer, ou não fazer. Deixas as coisas tomarem seu próprio
curso. Flutuas simplesmente como uma nuvem branca, sem te
moveres para parte alguma, unicamente gozando o movimento. O
próprio perambular é belo.
Osho |