Zorba, o Buda

Publicado em 11/09/2014 por Atimoda
Até agora, a humanidade tem sido esquizofrénica – porque lhe foi dito para reprimir, para rejeitar, para negar muitas partes do seu ser natural. Mas ao rejeitá-las, ao negá-las, elas não são destruídas – simplesmente ficam tapadas. Ficam a funcionar a partir do inconsciente; assim ficam realmente mais perigosas. A minha mensagem para a humanidade é: criem um novo homem – não dividido, integro, total. O Buda não era total, nem o grego Zorba. Ambos são metade. Eu amo Zorba, eu amo Buda. Mas quando olho profundamente para Zorba falta algo: não tem alma. Quando olho para Buda, algo falta também: não tem corpo. Eu ensino um grande encontro: o encontro de Zorba com Buda – uma nova síntese. O encontro do céu e da terra, o encontro do visível com o invisível, o encontro de todas as polaridades – do homem e da mulher, do dia e da noite, do Verão e do Inverno, do sexo e da beatitude. Só nesse encontro um novo homem erguer-se-á na Terra. A minha gente são os primeiros raios desse novo homem, desse "homo novus". A divisão interna tem guiado a humanidade para um estado de suicídio. Só tem criado escravos – e os escravos não podem viver realmente, não têm nada para viver para. Vivem para os outros. São reduzidos a máquinas – cheios de habilidades, eficientes, mas uma máquina é uma máquina. E uma máquina não conhece o prazer de viver. Não consegue celebrar, só consegue sofrer. O novo homem está a chegar, a cada dia. É uma minoria, é natural – mas os novos mutantes já chegaram, as novas sementes já chegaram. E o início deste século assistirá à morte de toda a humanidade ou ao nascimento de um novo ser humano. E tudo depende de ti. Se continuas a trepar para o velho, então o velho homem prepara-se para cometer um grande suicídio, um suicídio universal. O velho homem está pronto para morrer; o velho homem perdeu o entusiasmo de viver. É por isso que todos os países se preparam para a guerra. A terceira guerra mundial será uma guerra total. Ninguém será vencedor, porque ninguém sobreviverá. Não só o homem será destruído, mas toda a vida na terra. Fica atento! Fica atento aos políticos – são todos suicidas. Fica atento aos velhos condicionalismos que nos dividem como Indianos, Alemães, Japoneses ou Americanos. O novo homem tem de ser universal. Ele transcenderá todas as barreiras da raça, religião, sexo, cor da pele. O novo homem não será nem oriental nem ocidental; o novo homem reclamará toda a terra como a sua casa. Se aceitarmos o desafio, esta é uma oportunidade para criar o novo. Vivemos numa das mais belas épocas – porque o velho está a desaparecer, ou já desapareceu, e um caos se estabeleceu. E só do caos aparecem as grandes estrelas. Temos a oportunidade de criarmos um cosmos novamente. Esta é uma oportunidade muito rara. Somos uns felizardos por estarmos vivos nesta altura crítica. Usemos a oportunidade para criar o novo homem. E para criar o novo homem, tens de começar por ti. – Osho